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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Os religiosos e sua relação com a Igreja e o Bispo local. Vaticano se manifesta.



Os religiosos devem obedecer aos bispos, recomenda a Congregação para a Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica. “É fonte de perplexidade que os religiosos não participem das estruturas de consulta e de colaboração da Igreja particular, como os encontros de decanato, as assembleias pastorais, as jornadas de formação”.

Além disso, é direito de um bispo ser consultado quando um instituto religioso “vende um imóvel, retira um pároco ou um vigário, ou decide deixar a diocese”. Portanto, as ordens religiosas não poderão mais se defender atrás do escudo da isenção. É o fim dado pela Santa Sé às igrejas paralelas “faça você mesmo”.

“Houve algumas declarações infelizes por parte de alguns que afirmavam ser porta-vozes de uma ‘Igreja profética’, que, por sua natureza, deve se opor à hierarquia”. Quase como se “pudessem subsistir como duas realidades diferentes, uma carismático, a outra institucional, enquanto ambos os elementos, ou seja, os dons espirituais e as estruturas eclesiais, formam uma única, embora complexa, realidade”. [grifo meu]

Há muito tempo, chovem no Vaticano, especialmente da Áustria e da América do Sul, notícias alarmantes de sacerdotes dissidentes que fazem com que leigos celebrem a missa e que admitem os divorciados em segunda união à comunhão, de mosteiros e conventos que atuam sem dialogar com o bispo e de inveterados abusos litúrgicos. [grifo meu]

O secretário da Congregação dos Religiosos, monsenhor Joseph Tobin, comunicou aos superiores maiores o “alto lá” do papa aos desvios das regras. Mostrando os elementos de dissonância recíprocos, a Santa Sé colocou sob observação a fraca colaboração entre Igreja local e vida consagrada para “superar uma tendência a uma forte separação entre sacerdotes religiosos e diocesanos”. O objetivo é redescobrir a “missão comum do cuidado das almas”.

O Vaticano condena o fato de ter se desenvolvido, entre os sacerdotes provenientes de institutos religiosos, “a tentação de um fechamento em si mesmos, manifestada, por exemplo, na não colaboração com a Igreja local a respeito de certos pedidos pastorais que não invalidam o fato de poderem viver seu próprio carisma, ou na não participação nas várias iniciativas empreendidas pelas dioceses”. [grifo meu]

Uma outra tentação, de acordo com o “número dois” do dicastério vaticano, que está presente hoje dentro dos sacerdotes que pertencem à vida consagrada com relação à Igreja local, oposta à anterior, se dá pelo fato de “não viver plenamente o próprio carisma, por causa da excessiva generosidade com a qual se quer responder às exigências sacramentais presentes nesse determinado território”. A urgência agora é de “aumentar, acima de tudo, um conhecimento entre sacerdócio religioso e diocesano e também uma efetiva colaboração”.

Por isso a Santa Sé pede “uma ação de diálogo entre essas duas realidades eclesiais”. Esse diálogo deveria se desenvolver sobre quatro características fundamentais que são: a clareza, a confiança, a mansidão e a prudência.

É preciso que “as estruturas voltadas ao diálogo entre Igreja local e vida consagrada” tenham como fundamento “a busca da comunhão recíproca na Igreja”. No centro de tudo, deve haver “a escuta das pessoas e sobretudo das necessidades mais profundas do homem moderno e a busca da verdadeira Sabedoria para saber ler os acontecimentos que ocorrem na história através dos olhos de Deus”.

A vida consagrada tem “uma missão viva dentro da sociedade, que é a de saber reconciliar o homem com Deus”. Para realizar isso, os consagrados, especialmente os sacerdotes, “devem aprender de Jesus o mesmo olhar que Ele tinha quando estava no mundo e olhava para a humanidade que se apresentava diante dele”.

É importante, portanto, que a vida consagrada “saiba pôr-se em uma atitude de verdadeira escuta ao homem hodierno e às suas problemáticas que ele traz consigo no seu caminho existencial”. E se o tempo histórico atual apresenta muitas dificuldades, “elas só não desanimam a Vida Consagrada se ela souber adquirir aquela Sabedoria com a qual ela saberá julgar os problemas hodiernos com esperança”.


Essa esperança “nasce da força do carisma, que é o instrumento com o qual é preciso considerar todas as coisas através dos olhos de Deus e com a confiança de que o Senhor, mesmo no tempo hodierno, está preparando algo para todas as pessoas, que nós, porém, imediatamente, ainda não conhecemos”. Portanto, a “vida consagrada, centrada em Cristo, saberá realmente oferecer ao tempo hodierno a sua presença vivificante, sapiencial e profética”.



 

sábado, 5 de novembro de 2011

"O silêncio não vai ajudar a Igreja”, diz padre Paulo Ricardo

ESCRITO POR PAULO BRIGUET | 05 NOVEMBRO 2011



“A sociedade está em crise porque os líderes morais que poderiam dar uma orientação às pessoas estão calados. Alguém tem de pagar o preço de falar. Mesmo sabendo que, ao falar, a pessoa vai sofrer o martírio dos tempos modernos”. 
É o que afirma o padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior em entrevista a Paulo Briguet, do Jornal de Londrina.

Paulo Ricardo de Azevedo Júnior é um padre no sentido pleno da palavra. E não apenas por usar batina. Eis um padre que segue o catecismo, o missal e a doutrina católica. Um padre que defende a Igreja e o papa. Um padre estudioso e com grande domínio da palavra. Um padre que conhece profundamente as questões canônicas. Um padre que fala de vida espiritual. Um padre que não ignora este mundo, mas sem jamais esquecer o outro. Um padre que não se furta a criticar outros sacerdotes, sobretudo o chamado “clero progressista”, ligado à teologia da libertação. Um padre à maneira antiga – tão antiga quanto os 2 mil anos da Igreja Católica. [grifo de Jailson Morais]
Com todas essas qualidades, o padre Paulo Ricardo está fazendo um grande sucesso com seu trabalho de evangelização na internet. Através do site padrepauloricardo.org, ele diz o que pensa para um público cada vez mais amplo – e constituído em grande parte por jovens.
Nascido em novembro de 1967, o padre Paulo Ricardo foi ordenado em 1992, pelo papa João Paulo II. É bacharel em Teologia e mestre em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma). Membro do Conselho Internacional de Catequese, nomeado pela Santa Sé, pertence à Arquidiocese de Cuiabá (Mato Grosso). É autor de diversos livros e apresenta o programa semanal “Oitavo Dia”, pela Rede Canção Nova de Televisão.
Durante uma visita do padre Paulo Ricardo por Londrina e região, em setembro, o JL realizou a seguinte entrevista. Entre os assuntos abordados, o papel dos cristãos na sociedade contemporânea e uma relação especial com a cidade de Londrina.


JL: Em 2005, o sr. passou por uma experiência pessoal muito importante em Londrina. O que aconteceu? E de que forma essa experiência o marcou? 


Padre Paulo Ricardo: Há seis anos, eu estava vindo de São Paulo e o avião fazia escala em Londrina, indo para Cuiabá. Aconteceu que o avião atrasou, tivemos que ir para o hotel. Depois voltamos para pegar o avião outra vez. Uns cinco minutos depois da decolagem, houve um estouro na turbina direita. Trinta segundos depois, um novo estouro. Ninguém sabia o que estava acontecendo. O pessoal ficou apavorado. O avião continua estável, o que se via claramente. Fiquei pensando: vou observar. Se eu notar que vai ocorrer o pior, dou a absolvição coletiva.

Enquanto eu não sabia o que estava acontecendo, fiz meu ato de contrição, pedi a Deus perdão do meu pecado – e esperei. Enquanto esperava, pensei que havia sido prudente inutilmente. Agora eu estaria me apresentando diante de Deus, Deus iria pedir conta do meu ministério, e eu fui prudente a vida inteira, porque queria ser bispo, queria fazer carreira, não queria me queimar. Dali para frente aquilo marcou. Dali para frente eu vi que era um homem morto. Deus me disse assim: “O que eu havia previsto para você eram somente estes anos de sacerdócio, agora você vai morrer, acabou, e você não deu conta do recado. Você escondeu seus talentos”.
Dali para frente resolvi me considerar um homem morto. Porque Deus estava me dando uma segunda chance. Eu não poderia mais me colocar numa situação de prudência, pensando no futuro. O bom soldado, quando vai para a guerra, não tem que se preocupar em voltar para casa. Ele tem que se preocupar em sobreviver o maior tempo possível para fazer o maior estrago para o inimigo. O soldado sabe que um dia vai levar um tiro e um dia vai sair de ação.
Esse foi meu exame de consciência: o sacerdócio é um dom, e um dom não é algo para ser guardado. Dali em diante, eu vi que a minha batina não é um enfeite, ela é uma mortalha. O sacerdote é um homem que deveria ter morrido para o mundo; se ele não morreu para o mundo, o que está fazendo aí? Afinal de contas, a Igreja e o sacerdócio ou servem para o Céu, ou não servem para nada, podem fechar as portas.
JL: E de que maneira a Igreja Católica pode assumir a sua verdadeira missão?



Padre Paulo Ricardo: A grande dificuldade é que a Igreja, nas últimas décadas, introjetou a acusação dos marxistas – de que “a religião é o ópio do povo”. Ela se sente culpada de falar do Céu, de salvação eterna, de felicidade futura. E tenta desconversar com uma suposta doutrina social. Você vai para a Igreja e dizem que a finalidade da religião é “fazer um mundo melhor”. Ora, mas essa não é a finalidade da Igreja! Bento XVI, na encíclica “Spe Salvi”, que houve uma imanentização da esperança cristã. A esperança cristã era voltada para o Céu, agora a gente espera a coisa aqui na Terra. A gente espera um mundo ideal, um mundo melhor, em desfavor da transcendência.

Paulo Briguet: Foi a partir desse episódio que o sr. iniciou o trabalho de evangelização na internet?



Padre Paulo Ricardo: Na verdade, a coisa foi gradual. O episódio do avião foi em 2005. Existem conversões fulminantes, como a de São Francisco – o homem que um dia era pecador, no outro era virtuoso. Comigo não foi assim. Ou melhor: comigo não está sendo assim – porque ainda não terminou. Sempre fui um menininho comportado, conservador, usava traje social, camisa de manga comprida... Quando entrei no seminário, logo veio a tentação da carreira. Eu me saía melhor nos estudos; era apreciada pela maneira como falava; comecei a pensar numa carreira dentro da Igreja. Fui para Roma, fiz Teologia lá. Vivia mais no Vaticano do que Universidade, sempre metido com cardeais e gente importante. Quando fui ordenado padre pelo papa João Paulo II, passei a desempenhar algumas funções menores na Santa Sé, nada muito importante. Minha pretensão era voltar ao Brasil, servir a diocese por um tempo e depois fazer carreira no Vaticano. Mas aconteceu que em 1997, tive uma experiência de conversão. Uma experiência com Santa Teresinha. Ali eu comecei a perceber que não poderia ser padre sem abraçar uma cruz. Não poderia transformar o sacerdócio numa carreira. Entendi que o sacerdócio não era um homem, mas o sacrifício de um homem. Passei a me voltar mais para Deus, para a espiritualidade. Eu já era padre há cinco anos. Em 2002, eu conheci pela internet o filósofo Olavo de Carvalho e comecei a ler tudo que ele escrevia. Foi como se escamas caíssem dos meus olhos. Você descobre por que apanhou a vida inteira: você descobre por que lutava numa argumentação, vencia os debates, mas nada mudava. A partir disso, passei a ver que as razões verdadeiras não eram as razões apresentadas em discussões. Tem sempre algo debaixo da mesa. Tem sempre a má intenção por trás – o que é típico da mentalidade revolucionária. Em 2005, houve o episódio do avião. De 2005 para frente, eu passei a ser muito mais claro no que dizia. A partir daí comecei a realizar uma pregação mais clara contra a corrente geral.

JL: Como o sr. definiria hoje o seu papel na Igreja? 



Padre Paulo Ricardo: Hoje eu vejo que não nasci para ser bispo. Que nasci para ser pai de bispo, ou seja, formar uma geração de novos padres – e, um dia, um deles será bispo. Um dia algum deles vai ajudar a Igreja no episcopado. Para mim, o importante é saber agora que o silêncio não vai ajudar a Igreja. A gente vê no jovem a gratidão imensa quando você fala.

O filósofo Eugen Rosenstock-Huessy, pouco conhecido no Brasil, analisa as doenças da linguagem. Uma delas é a guerra; outra é a crise. O que caracteriza a guerra? A guerra é quando eu não quero ouvir o meu inimigo. Já a crise é o contrário: é não falar ao amigo. Meu amigo precisa de minha ajuda, eu sei onde está a solução, mas por conveniência eu calo. Assim a sociedade entra em crise. A sociedade está em crise porque os líderes morais que poderiam dar uma orientação às pessoas estão calados. Alguém tem de pagar o preço de falar. Mesmo sabendo que, ao falar, a pessoa vai sofrer o martírio dos tempos modernos, como o papa Bento XVI descreve com muita clareza, até porque ele mesmo é vítima desse processo.
O martírio dos tempos modernos é o assassinato da personalidade. É transformar o sujeito em não-pessoa. É a calúnia, a perseguição. Você vai sendo fritado. Então, hoje nós precisamos na Igreja do Brasil de padres e bispos mártires. Uso sempre a palavra profético, mas a palavra mais adequada seria mártir. Martyrios em grego quer dizer testemunha. Alguém que crê tanto no Reino do Céu que está disposto a desprezar o reino dos homens.
JL: Há uma guerra cultural em curso no Brasil de hoje, à semelhança do conflito que Peter Kreeft identificou na sociedade norte-americana?



Padre Paulo Ricardo: Existe uma guerra cultural incipiente no país. Ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos, a esquerda brasileira conseguiu a hegemonia da mídia. Em todos os âmbitos. Qualquer um que seja oposição só tem um espaço de militância atualmente, que é a internet. Basicamente esse é o espaço que nos concedem – ainda. A esquerda diz que a revolução só pode ser alcançada se houver um período que a precede, chamado de acumulação de forças. Nós estamos no período de acumulação de forças. Ainda não existe guerra de fato. Guerra supõe exército dos dois lados. O que existe é um exército que invadiu e ocupou o país. Nós temos uma ocupação hegemônica da esquerda. Mas a geração está sendo formada. Bento XVI, nesse sentido, foi o homem da Providência para a Igreja e para o Brasil. É preciso recomendar que o cardeal Joseph Ratzinger foi o homem que condenou a Teologia da Libertação. Antes, quando se citava o cardeal Ratzinger, tudo quanto era bispo e padre aqui no Brasil dizia que isso era uma “visão radical”. Hoje em dia, cita-se Bento XVI e todos têm que ficar calados, porque não podem dizer que o papa é radical. O papa nos deu carta-branca. Está servindo como escudo para que a gente possa agir. Dentro do meu ministério, eu sempre tenho como diretriz lutar as lutas que o papa está lutando. De tal forma que o bom católico veja que eu não estou seguindo uma ideologia; eu estou seguindo a fé da Igreja de 2000 anos. A hegemonia esquerdista no Brasil é tal que a pessoa que pretende ser católica se sente um peixe fora d’água. A oposição ao pensamento do papa é tão grande que a maior parte dos jovens se sentiria fora da Igreja. A esquerda católica nos acusa – a nós que somos fiéis a Bento XVI – de estarmos fora da Igreja. Mas já que o papa está ao nosso lado e nós estamos ao lado do papa, eles não podem mais dizer isso.

JL: O sr. sempre diz que no Brasil tenta-se impor uma minoridade social aos católicos. Em que consiste esse processo?



Padre Paulo Ricardo: É a chamada ideologia do Estado laico. Segundo essa ideologia, qualquer pessoa que tenha uma visão religiosa do mundo deve guardá-la para sua vida privada. Para os defensores dessa ideologia, a religiosidade não tem espaço público, não tem cidadania. Uso essa expressão – minoridade – para dizer que nós somos cidadãos brasileiros como os menores de idade. Mas nem todos os nossos direitos são reconhecidos. Os menores de idade não podem votar, não podem dirigir carro, têm direitos e responsabilidades limitadas.

Há um grupo que se apossou da “classe falante” e não nos dá direito de falar e expressar nossas opiniões – porque nós somos religiosos. O fato é o seguinte: o ateísmo é uma atitude tão religiosa quanto o catolicismo, pois vê o mundo a partir de um prisma religioso, a não-existência de Deus. Não existe alguém indiferente ao problema religioso. Se você varre do espaço público qualquer manifestação religiosa, não está colocando o Estado nas mãos de uma visão religiosamente isenta; você está impondo uma religião que se chama materialismo ateísta. Os ateus não são cidadãos de primeira categoria e nós não somos cidadãos de segunda categoria. Eles são tão cidadãos quanto nós; têm o direito de ser ateus. Só que, numa democracia, quem dá o tônus do ambiente cultural é a maioria. A maioria esmagadora da população brasileira é extremamente religiosa. Portanto, nós não temos por que ficar amordaçados por uma minoria de ateus militantes. [grifo de Jailson Morais]
Publicado no Jornal de Londrina.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

As “crenças” dos ateus. Você as conhece?


Documento final da Convenção Mundial de Ateus, em Dublin- Irlanda.

Declaração sobre o Secularismo e o Lugar da Religião na Vida Pública.*

 
1. Liberdades Individuais

(a) Liberdades de consciência, de religião e de crença são privadas e ilimitadas. A liberdade de praticar a religião deve ser limitada apenas pela necessidade de respeitar os direitos e liberdades de outros.

(b) Todas as pessoas devem ser livres para participar igualmente do processo democrático.

(c) A liberdade de expressão deve ser limitada apenas pela necessidade de respeitar os direitos e liberdades de outros. Não deve haver o ‘direito a não ser ofendido’ na lei. Todas as leis de blasfêmia, implícita ou explícita, devem ser rejeitadas e não promulgadas.

2. Democracia Secular
 
(a) A soberania do Estado é derivada do povo e não de algum deus ou deuses.

(b) A única referência à religião na Constituição deve ser a asserção de que o Estado é secular.

(c) O Estado deve ser baseado na democracia, nos direitos humanos e na regulamentação legal. Políticas públicas devem ser formadas pela aplicação da razão, e não da fé religiosa, direcionada pela evidência.

(d) O governo deve ser secular. O Estado deve ser estritamente neutro em questões de religião ou ausência dela, não favorecendo nem discriminando uma ou mais de suas formas.

(e) As religiões não devem ter privilégios financeiros na vida pública, tais como o status livre de impostos para atividades religiosas, ou verbas públicas para promover a religião ou as escolas confessionais.

(f) A afiliação a uma religião não deve ser critério para nomeação de alguém para qualquer emprego no funcionalismo público.

(g) A lei não deve incentivar nem prejudicar qualquer direito, privilégio, poder ou imunidade com base em fé ou religião ou a ausência de ambas.

3. Educação Secular
 
(a) O ensino público deve ser secular. A educação religiosa, se for oferecida pelo Estado, deve estar limitada à educação sobre a religião e sua ausência.

(b) As crianças devem ser ensinadas sobre a diversidade de crenças filosóficas religiosas e não-religiosas de uma maneira objetiva, sem formação de fé nos períodos escolares.

(c) As crianças devem ser educadas no pensamento crítico e na distinção sobre fé e razão como guias para o conhecimento. A ciência deve ser ensinada livre de interferência religiosa.

4. Uma Lei para Todos**
 
(a) Deve haver uma lei secular para todos, democraticamente decidida e mesmo duramente aplicada, sem jurisdição para tribunais religiosos decidirem questões civis ou disputas familiares.

(b) A lei não deve criminalizar qualquer conduta privada pela razão de alguma doutrina de qualquer religião julgar tal conduta imoral, se essa conduta privada respeitar os direitos e liberdades de outros.

(c) Empregadores inclusive na área de serviço social com crenças religiosas não devem ter permissão para discriminar sobre qualquer base não essencial ao emprego em questão.

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* Esta declaração foi aprovada pela Atheist Alliance International, da qual a Liga Humanista Secular do Brasil (LiHS) é um membro. O texto foi votado e aprovado em assembleia geral pelos membros da LiHS em 31/07/2011, e portanto pode ser considerado representativo da visão da associação. Todas as posições oficiais da LiHS são votadas em assembleia geral e publicadas em ata.

** A convenção contou com a presença da sócia emérita da LiHS, a iraniana Maryam Namazie, que luta pelo fim da influência da lei islâmica da Sharia no Reino Unido encabeçando a organização One Law For All.


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ


É praticamente impossível imaginarmos o cristianismo sem o sinal da Cruz, do Crucifixo. Vivemos num mundo onde tudo passa muito rápido; onde cada vez mais temos menos tempo para nós mesmos e para os nossos. Porém, o sinal da cruz permanece, não passa. E ao olharmos para um crucifixo é impossível não lembrarmos daquele que é o centro de nossa fé. Por isso, esse símbolo do cristianismo é tão importante. 

Esse sinal nos remete ao Cristo, que está vivo, mas que para nos salvar se fez homem e, mesmo sendo Deus aceitou morrer na Cruz para hoje acreditarmos que o Céu é possível, que a Vida Eterna junto do Pai é possível.

Alguns o rejeitam, chegam até fazer campanha para retirá-lo de alguns lugares. Talvez não lembrem que na história do nosso Brasil tem o título de a Terra de Santa Cruz, e que jamais isso poderá ser apagado de nossa história e da nossa memória; inclusive as próximas gerações terão de saber e reconhecer a importância que tem para o nosso país ter sido assim chamado.

Outro fato interessante:

No Brasil o Cruzeiro do Sul é a mais conhecida das 88 constelações em que dividimos as estrelas vistas da Terra. Isso não apenas por sua fácil identificação no céu, como também por figurar em posição de destaque (central) na Bandeira Brasileira; em brasões oficiais da república; etc.;

O Cruzeiro do Sul encontra-se bem próximo do Pólo Sul Celeste, o que faz com que ele só seja visto do hemisfério sul ou de regiões do hemisfério norte bem próximas do equador terrestre.

Mas isso não foi sempre assim. A Terra, além de seus movimentos mais conhecidos de translação e rotação, realiza vários outros movimentos menos notáveis, entre eles o de precessão. Devido a esse movimento, os dois pontos no céu para os quais o eixo de rotação da Terra aponta (os pólos celestes sul e norte) não são fixos em relação às estrelas.

O Pólo Sul Celeste tem se aproximado gradativamente, através dos séculos, do Cruzeiro do Sul; fazendo com que cada vez mais essa constelação seja vista predominantemente do hemisfério sul.

Em 3000 AC o Cruzeiro do Sul podia ser visto da região onde hoje se encontra Londres. No século I de nossa era, pela última vez o Cruzeiro do Sul pode ser visto de Jerusalém.

Ou seja, mesmo que queiram "retirar da parede" não conseguiram retirar este sinal do céu.

Diante disso, vejo que ainda falta muito para essa minoria crer que se em meio a tantos problemas do cotidiano o povo ainda tem fé, foi porque a Vida venceu a morte e, para isso, Deus permitiu que Seu Filho único morresse na Cruz.

São Paulo (Filipenses 3, 18-19) já no início do cristianismo escreveu: "Já vos disse muitas vezes, e agora o repito, chorando: há muitos por aí que se comportam como inimigos da cruz de Cristo.  O fim deles é a perdição, o deus deles é o ventre, a glória deles está no que é vergonhoso. Apreciam só as coisas terrenas!"

Por isso, tomemos nossas "cruzes" diárias e não desanimemos. Não tenhamos vergonha de expor em nossos lares o Crucifixo; em nossos acessórios ao invés de usarmos símbolos desconhecidos, usemos o Crucifixo, para dizermos por esse sinal e com a nossa vida que somos cristãos.

"Meu povo, escuta meu ensinamento; presta atenção às palavras da minha boca." (Salmo 78, 1)

"Moisés intercedeu pelo povo e o SENHOR lhe respondeu: “Faze uma serpente venenosa e coloca-a sobre uma haste. Aquele que for mordido, mas olhar para ela ficará com vida”. Moisés fez, pois, uma serpente de bronze e colocou-a sobre um poste. Quando alguém era mordido por uma serpente e olhava para a serpente de bronze, ficava curado." (Números 21, 4b-9)

"Ninguém subiu ao céu senão aquele que desceu do céu: o Filho do Homem. Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim também será levantado o Filho do Homem, a fim de que todo o que nele crer tenha vida eterna. a fim de que todo o que nele crer tenha vida eterna”. De fato, Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele." (João 3, 13-17)

Autor: Jailson Pessoa de Morais

Referências:

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Perseguição aos cristãos: um lado preocupante da JMJ 2011


A Igreja vive um momento difícil. A Eucaristia é depreciada, os Sacramentos são transgredidos, a humanidade vêm se distanciando de Deus a cada dia, e o pior: até mesmo dentro da Igreja, crescem grupos e movimentos estranhos à própria fé. Os princípios cristãos são desvirtuados, de tal forma que a Igreja vive uma crise jamais vista.

Em todo o mundo, cresce assustadoramente o perigo da islamização, que aos poucos vai tomando conta da Europa. O ateísmo também cresce e ganha adeptos. Na política, a ideologia ateia e marxista, que parecia morta e sepultada, mostra-se mais viva do que nunca: tomou conta do Brasil. Quanto mais avança a tecnologia e aumentam os confortos que a ciência moderna é capaz de proporcionar, mais aumenta a cegueira espiritual da humanidade. Muitos sacerdotes se perdem, e em torno de cada caso de desvio de algum clérigo, – mesmo os que não são comprovados, – a imprensa arma um grande circo. A mesma imprensa que se cala quanto à perseguição que os cristãos vêm sofrendo em todo o mundo.

Dentro deste cenário pavoroso, cristãos são perseguidos, – somente por crerem em Jesus Cristo, – em diversas partes do mundo. Aqui no Brasil, este país tão carente de cultura e educação, ainda tão alienado aos problemas do mundo, muitos não sabem que na Índia, neste exato momento, cristãos estão sendo perseguidos, torturados e assassinados, assim como em todo o mundo islâmico. Mas essas notícias não costumam aparecer no Jornal Nacional. E nem na imprensa internacional.

Na Jornada Mundial da Juventude (JMJ) deste ano, na Espanha, os jovens peregrinos católicos foram afrontados por movimentos ativistas anticatólicos. Houve tumulto e agressões da parte de manifestantes favoráveis ao Estado laico e contra o financiamento público da visita do Papa Bento XVI e da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) [1].

Após o protesto, que contou com a presença de milhares de pessoas, a polícia enfrentou participantes para desalojar parte do centro da cidade. Milhares de peregrinos de todo o mundo foram a Madri da JMJ 2011, e a atitude dos católicos foi exemplar. A oração é a melhor arma para lutar contra os inimigos de Cristo e as imagens que têm corrido o mundo atestam o heroísmo dos jovens que se ajoelham a rezar nas ruas em resposta às provocações (clique sobre as imagens abaixo para ampliá-las).


Ativista gay vocifera contra os jovens católicos que rezam

 
Freiras são insultadas nas ruas sem nenhum motivo


Jovem tampa os ouvidos e beija o Crucifixo, diante dos berros insultuosos de um anticatólico


 

 
Contra os que levantam o terceiro dedo da mão, num gesto obsceno e ofensivo, jovens católicos respondem com mãos em forma de coração e Terços, sem medo de mostrar orgulho da Santa Igreja e amor ao Santo Padre, o Papa.


Abaixo, dois filmes que tratam da perseguição aos cristãos no mundo (recomenda-se cautela com o segundo vídeo, que contém cenas fortes):




Referências:

Entidade evangélica deve ressarcir todos os prejudicados em programa habitacional

A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) deu provimento a recurso do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) em demanda contra o Fórum Brasil de Apoio e Intercâmbio a Cooperativas Evangélicas (Fobraice). O MPRN pretendia que o Fobraice fosse obrigado a ressarcir pessoas prejudicadas por programa habitacional frustrado, as quais não haviam sido beneficiadas em ação judicial anterior.

O Fobraice, em convênio com a Caixa Econômica Federal, lançou programa social para construir casas para a população de baixa renda. Para implementar o programa, as famílias deveriam iniciar uma poupança com o Fobraice. Aproximadamente 1.700 interessados se inscreveram e começaram a poupar. Entretanto, segundo o processo, as edificações não foram iniciadas e a entidade se apropriou das quantias já depositadas.

O MPRN propôs ação civil pública para restituir os valores. Cerca de 600 participantes do programa, relacionados nominalmente pelo MPRN, foram ressarcidos e a sentença transitou em julgado (processo terminado sem chance de novos recursos). Posteriormente, o Ministério Público estadual entrou com nova ação, idêntica nos argumentos, pedindo o ressarcimento para as vítimas que não foram atendidas na primeira decisão.

Além de repetir, na essência, a ação anterior, o MPRN afirmou que na primeira sentença o juiz deveria ter conferido efeito erga omnes, estendendo a decisão a todos os envolvidos no caso. Em vez disso, o magistrado restringiu os efeitos aos consumidores mencionados no processo.

Na primeira instância, a ação foi julgada procedente e determinou-se o pagamento ao restante das vítimas. O Fobraice recorreu e o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) extinguiu a ação. O tribunal entendeu que, por lei, a ação civil pública tem efeito erga omnes e que a não restituição para todos os envolvidos foi mero erro material. De acordo com o TJRN, seria impossível repetir a ação, porque isso ofenderia a coisa julgada.

Tanto o Fobraice quanto o MPRN recorreram ao STJ. O recurso do Fobraice não foi sequer conhecido, pois o relator, ministro João Otávio de Noronha, considerou que ele não era nem útil nem necessário ao recorrente – afinal, com a extinção da ação, o Fobraice havia alcançado sua pretensão no TJRN. Já o Ministério Público alegou que não haveria ofensa à coisa julgada, pois, embora as duas ações tivessem objeto idêntico, elas procuravam assegurar direito individual homogêneo de pessoas distintas.

Segundo o ministro Noronha, o princípio da coisa julgada impediria ação se fosse repetição de outra, idêntica, já transitada em julgado. “Se a primeira ação era civil pública e tratava de direitos individuais homogêneos, mas a extensão da coisa julgada abarcou apenas a menor parte de pessoas componentes de um mesmo grupo, a repetição da mesma ação, visando a tutela dos demais componentes de tal grupo, não gera identidade de ação, pois há distinção no pedido imediato formulado”, afirmou o relator.

Ele assinalou que, embora as duas ações tivessem sido ajuizadas pelo Ministério Público, houve distinção no pedido imediato, porque não se pleiteou o efeito erga omnes, mas apenas o ressarcimento das pessoas que não foram atendidas na primeira sentença. “Cabe observar que não houve julgamento, naquela ação, do mérito em relação às pessoas que ora se pretende beneficiar, visto que elas simplesmente foram ignoradas”, disse o ministro.

João Otávio de Noronha afirmou ainda que, nessa ação civil pública, o MPRN não defendia direitos difusos ou coletivos, mas direitos individuais homogêneos, “pois existe um grupo determinado de pessoas a serem abarcadas pela tutela jurisdicional”.

“Sendo assim, não poderão ser erga omnes os efeitos da sentença, senão de forma reflexa, pois a procedência da ação não se daria para todos, mas apenas para os substituídos no processo pelo Ministério Público, autor da ação. É o que se denomina de efeito da coisa julgada ultra partes, pois não atingiria todos, mas apenas alguns terceiros, diretamente relacionados ao objeto discutido na causa”, concluiu.

Sobre a questão de haver erro material no julgado que contemplou apenas as 600 pessoas envolvidas no primeiro processo, o ministro Noronha asseverou que o TJRN não poderia, na segunda ação, interpretar ação judicial transitada em julgado. Acompanhado de forma unânime pelos demais ministros da Quarta Turma, o relator determinou que a sentença de primeira instância seja restabelecida, para que os demais consumidores lesados pelo Fobraice possam ser ressarcidos.


Coordenadoria de Editoria e Imprensa - 05/09/2011 - 09h13

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Imprensa mundial “se rende” à JMJ e força da juventude católica!


Entre os jornais espanhóis que mais criticaram, em dias passados, a visita de Bento XVI à Espanha, encontra-se El País. Mas, nesta segunda-feira, o mesmo jornal publicou um editorial no qual qualificava a terceira visita do Pontífice a esta nação como “um êxito de participação, como poucas vezes pôde ser visto”.
O veículo de comunicação espanhol ratifica suas diferenças com as posições da Igreja em questões morais, mas reconhece que Bento XVI realizou uma autêntica “visita pastoral”.
E se este é o balanço de um dos jornais mais críticos com a Igreja na Espanha, a grande maioria sublinhou não somente a participação massiva (os jornais mais tímidos falam de 1,5 milhão de pessoas, enquanto outros registram 2 milhões), mas sobretudo a qualidade, descrita em geral com a fórmula “festa de fé”.
El Mundo, outro dos jornais de maior tiragem, começou o artigo de balanço final, assinado por José Manuel Vidal, com estas palavras: “Uma viagem redonda, um êxito sem paliativos o de Bento XVI e do cardeal Rouco na JMJ de Madri 2011”.
Andrea Tornielli, correspondente de La Stampa de Turim, lamenta, no Vatican Insider que, durante dias, os jornais tenham dado mais espaço aos dois mil indignados” que protestaram contra a visita papal que aos dois milhões de participantes do evento.
Andrew Brown, de The Guardian, publicou um artigo, em 18 de agosto, no qual reconhecia que, “se eu fosse católico, estaria bastante irritado com a BBC”, que dedicou seus serviços aos protestos de poucas pessoas, sem nem sequer falar da JMJ.
Um título do site do histórico jornal espanhol ABC sintetiza o evento presidido pelo Papa em Cuatro Vientos: “Dois milhões de orações”. Por outro lado, La Razón se refere a este encontro com a manchete “Apóstolos para o século 21”.
Giovani Maria Vian, diretor do jornal vaticano L’Osservatore Romano, vê aspectos semelhantes entre esta visita e a viagem que Bento XVI realizou ao Reino Unido (16-19 de setembro de 2010).
Aquela peregrinação também foi “precedida por uma série de artigos prejudiciais e negativos, que depois deram lugar a um consenso quase unânime – e é um mérito indiscutível de muitos meios informativos britânicos o fato de terem sabido mudar de opinião –, ao sublinhar a transparente humildade do Papa e sua capacidade gentil para dirigir-se a todos, dando-se a entender não somente aos fiéis católicos”.
Surpresa internacional
O dia que arrancou mais manchetes da imprensa internacional foi a acidentada vigília em Cuatro Vientos, que até aquele momento havia dado espaço às manifestações de cunho laicista convocadas em Madri, frente aos atos multitudinários realizados em toda a cidade.
“Não poderia ter sido melhor”, afirmava um comentarista da RAI; o Papa foi “aclamado por um oceano de peregrinos”, segundo Le Monde. O New York Times admitia que se tratava de “uma reunião sem precedentes”, que ia “muito além de Sydney”. El Universal afirmava que o Papa havia “superado os prognósticos”.
Entre os cerca de 4.700 profissionais do mundo da informação, como refere Inma Álvarez, a editora-chefe de ZENIT que coordenou a cobertura desta visita, “acho que é preciso destacar que o mais lhes chamou a atenção foi a atitude dos jovens”.
“Não somente diante das dificuldades da chuva e do sol, mas também diante das manifestações contrárias. Os informadores ficaram impactados pela festa que havia nas ruas, pelo civismo e pela correção, pela ausência de incidentes e pela atitude positiva daqueles que não puderam entrar em Cuatro Vientos pela falta de espaço”, acrescenta.
Giovanni Maria Vian termina considerando que esta JMJ foram “um êxito reconhecido pelos meios de comunicação, sobretudo espanhóis”.
“Por mérito dos protagonistas, sobretudo, isto é, de Bento XVI e da sua juventude, depois naturalmente dos organizadores, e last but not least, da Espanha: do rei Juan Carlos, com a família real, do governo e das diferentes autoridades”, conclui o diretor do L’Osservatore Romano.
(Jesús Colina)

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Milhões de protestantes voltando à Igreja Católica? Números sugerem.


Os números foram recolhidos por Gabriel Xongro.

Veja!



7 milhões da igreja da Suécia que estão em comunhão com o conselho de Lambeth
4,6 milhões da igreja da Finlândia
4,5 milhões da igreja da Dinamarca
4 milhões da igreja da Noruega; todas em comunhão com o conselho de Lambeth
http://www.centroestudosanglicanos.com.br/bancodetextos/historiadaigreja/o_anglicanismo_da_inglaterra_para_eua_sumio.pdf
(O site http://ofimdosevangelicos.blogspot.com/ cita Jaime Francisco de Moura – CN em 26 Maio de 2005./Zenit/ ehttp://brasasc.weblogger.terra.com.br/200505_brasasc_arquivo.htm sobre a igreja da Finlândia, mas o site está fora do ar).


Grande parte da população dos países bálticos já é católica, mas uma parte da população é de tradição protestante, e está em comunhão com o conselho de Lambeth: 450.000

Existem ainda muitos anglicanos descontentes com as recentes mudanças desesperadas das igrejas anglicanas para segurar os fiéis, atualmente o número de anglicanos já ultrapassa 77 milhões.

Ainda não podemos dizer que rumo tomarão os membros da igreja católica apostólica brasileira, que sempre indicou estar em comunhão com a igreja anglicana e não-reconhece o concílio Vaticano II, assim como as igrejas vétero-católicas de comunhão anglicana que inclusive sagraram uma sacerdotiza. Assim como as igrejas católicas americana e polonesa.

Ainda não sei o resultado do Conselho Metodista Mundial que reúne 75 milhões de metodistas sob suas decisões, mas se indicava uma grande aproximação. O conselho se reuniu dia 3 deste mês.

Além destes fatos, outros indicativos são o grande número de “VENDAS DE IGREJAS”:
Se quiser comprar uma entre aqui que ainda existem várias promoções:http://www.property.org.uk/unique/ch.html
várias igrejas na Suécia, Dinamarca, Grã-Bretanha, Alemanha e Holanda já foram vendidas.

Os números do IBGE são bons para o Brasil, nos últimos anos parou finalmente a queda no número de católicos e nos EUA, mesmo com os escândalos, tem aumentado o número de católicos.

A igreja Universal do reino de Deus teve uma queda de 24% no número de seguidores, conforme apontou o IBGE neste mês de Agosto de 2011

É prevsível que uma pequena parcela destes milhões não acompanhe a migração massiva para a Igreja. Mas, se nos basearmos na Conferência de Lambeth, que orienta a comunhão anglicana e rege 80 milhões de fiéis, o número é esse mesmo. As igrejas luteranas da Finlândia (http://www.pime.org.br/noticias2005/noticiasfinlandia1.htm) e dos demais países nórdicos, bem como os luteranos dos países bálticos também fazem parte e estão em adesão à Conferência de Lambeth.

Pode ser que parte dos vétero-católicos, e a igreja católica brasileira, por estarem em comunhão com a Igreja anglicana, também acabem cedendo. Existe ainda uma sinalização de aproximação dos metodistas (75 milhões, o conselho deles se reuniu agora até dia 3 de agosto).

Fora os dados estatísticos recentes, que apontam o aumento de católicos nos EUA, e o aumento no número de VENDAS DE IGREJAS, isso mesmo, tem crescido o número de igrejas protestantes vendendo seus imóveis, se quiser verificar:http://www.property.org.uk/unique/ch.shtml tem várias sendo vendidas neste site.