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terça-feira, 26 de julho de 2011

A teologia da prosperidade

Na fachada de um prédio localizado  na zona norte de Natal, minha irmã (Taíse) viu um cartaz de fundo amarelo e letras vermelhas que lhe chamou atenção, estava escrito: "você precisa de dinheiro?"


Até aí tudo bem, vemos isso estampado em vários estabelecimentos financeiros que oferecem, sob juros altíssimos, empréstimos financeiros que, na maioria das vezes só levam o mais pobre e menos esclarecido a cair num abismo de dívidas e com poucas chances de sair. Porém, na parte inferior do mesmo cartaz está também o convite para uma "corrente de oração pela prosperidade financeira", ou seja, não se trata de um banco.

No prédio onde esse cartaz está exposto funciona atualmente um "templo" de uma seita protestante que supostamente seria "do Reino de Deus".

Diante disso, resolvi postar um artigo sobre a "Teologia da Prosperidade". O artigo é de 2001, porém, cai como uma luva para os nossos dias.

Precisamos refletir aonde estamos depositando a nossa esperança:

- se em DEUS, de fato;

- ou nas promessas de homens que encontraram na bíblia uma fonte de renda e prosperidade;

O artigo é longo, mas lhe convido a fazer essa reflexão.
[alguns grifos são meus]

Jailson Morais

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As Origens

Desde a época que o reformador Calvino afirmou que "a riqueza é um sinal dos eleitos", espalha-se por diversos setores protestantes a idéia de que a prosperidade material é um presente de Deus para seus filhos. Uma espécie de paraíso terrestre que distingue os "salvos" dos outros mortais.
 
Esta ideologia hoje encontra seu sustentáculo maior na chamada "Teologia da Prosperidade", nascida nos EUA, mas que se espalhou pelo mundo protestante , incluindo o Brasil, como fogo em mato seco.
 
A Base Bíblica
 
O "versículo-chave", verdadeiro carro-chefe desta doutrina, encontra-se no Evangelho de São João, mas precisamente na passagem sobre o Bom Pastor: "Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância." (Jo 10,10)
 
Versículos como este são interpretados no sentido de que Deus deseja ardentemente que seus filhos possuam muitas riquezas nesta vida: dinheiro, saúde, bem-estar... e em abundância, ou seja, bem mais que o necessário.

Passagens bíblicas, como a citada a seguir, são devidamente esquecidas:
 
"Observai como crescem os lírios do campo: não trabalham nem fiam. Mas eu vos digo que nem Salomão com toda a sua glória se vestiu como um deles. Se Deus veste assim a erva do campo, que hoje cresce e amanhã será lançada ao fogo, quanto mais a vós, gente de pouca fé! Por isso não vos preocupeis, dizendo: ?O que vamos comer? O que vamos beber? Com que nos vamos vestir?? São os pagãos que se preocupam com tudo isso. Ora, vosso Pai celeste sabe que necessitais de tudo isso. Buscai, pois, em primeiro lugar o reino de Deus e sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas de acréscimo." (Mt 6,28-33)
 
O trecho acima bem demonstra que a preocupação primordial do fiel deve ser o Reino de Deus ("Buscai, pois, em primeiro lugar o reino de Deus"). De fato, todos podem servir a Deus, não sendo o acúmulo de riquezas uma condição essencial. Todos possuem bens que devem ser usados em favor da comunidade, do próximo. Do contrário, Cristo deveria ter procurado os seus seguidores única e exclusivamente entre a elite judaica, e não no meio dos pescadores.
 
Note-se ainda que o "Pai celeste sabe que necessitais de tudo isso". Será que o neo-calvinismo de hoje, cognominado Teologia da Prosperidade, está preocupado apenas com o necessário de que o homem precisa, tal qual reconhece Deus ? A resposta é não, como veremos a seguir.
 
A Prática
 
A palavra de ordem é: "doe e receberá muito mais". Aqui aparece um outro elemento de tal doutrina: "doar, dar...", mas na condição de que o retorno será bem significativo. Deus vira uma espécie de investimento. O crente doa recursos financeiros a sua denominação religiosa, mas na esperança, praticamente certeza, de que Deus estaria obrigado a lhe dar uma resposta através de muito mais dinheiro, ou outros bens, como saúde, um bom casamento, etc.
 
Neste sentido, vejamos um trecho de reportagem publicada no jornal paranaense "Gazeta do Povo", em 31 de Janeiro de 1999" :
 
Dízimo

Embora as denominações das seitas evangélicas que se multiplicam pelo país sejam diferentes, elas funcionam com regras parecidas. A principal delas é o pagamento do dízimo, que deve corresponder à 10% da renda do fiel. Nos cultos da Reviver, as reuniões nunca terminam sem que a coleta seja feita em uma pequena caixa. Quem entra na igreja pela primeira vez, logo se depara com um aparador cheio de envelopes destinados ao recolhimento das ofertas.
 
Na Igreja Universal do Reino de Deus, que tem quase 200 templos na cidade, os apelos ao dízimo também são constantes. No culto realizado na manhã do dia 26 de janeiro na Catedral da Fé - como os fiéis chamam o templo localizado na Avenida Sete de Setembro - além do alerta sobre a importância do dízimo o pastor Carlos tentava convencer os fiéis de que, dando outros donativos, suas dívidas desapareceriam. Baseado na argumentação de Deus dá em dobro, ele pedia que cada um entregasse um envelope com os donativos indicados "pelo coração". "Pode ser R$ 70, R$ 50 ou até R$ 30, mas o mínimo é de R$ 20", explicava. - grifos nossos
 
Como se percebe, há uma nítida relação de troca. Embora esta teologia seja aplicada mais descaradamente nas igrejas pentecostais, da qual a Universal é o símbolo máximo, ela atinge grande parte das demais seitas protestantes. Não é de hoje que temos notícia desta prática em igrejas protestantes ditas históricas ou tradicionais.
 
A Amplitude
 
Também é outro preconceito dizer que esta teologia só atinge as classes pobres e de baixa instrução. Vejamos trechos da reportagem "A vez dos ricos", da revista "Veja" de 12 de fevereiro de 1997:
 
"O alvo, agora, são as classes A e B. Há dois anos, o publicitário Juanribe Paglarin largou o emprego e uma renda mensal de 10 000 reais para abrir a igreja Paz e Vida. Convenceu os três irmãos a fazer o mesmo. Dois deles abandonaram cargos de chefia em multinacionais."

(...)

"Resultado: em dois anos fundaram 24 igrejas pelo Brasil - um ritmo frenético de um templo a cada mês. Suas igrejas são acarpetadas, boa parte delas tem ar condicionado e, segundo cálculos de Paglarin, mais da metade dos fíéis pertencem às classes A e B."
 
Na mesma reportagem, mais adiante, é o próprio pastor quem conclui: "O público procura uma igreja mais adequada ao seu perfil". Em miúdos: procura-se agradar ao mercado consumidor.
 
O Antropocentrismo

É uma religião para o homem, e não para Deus. Desde o falso movimento humanista, do qual o protestantismo é apenas mais uma vertente, o antigo teocentrismo vem sendo substituído por um antropocentrismo de acordo com o gosto do freguês, ops, do fiel:
 
"A mudança no visual é acompanhada por uma nova maneira de pregar a fé. O culto ficou mais contido e menos teatral. Não há espetáculos de exorcismo, com desmaios seguidos de convulsões e muita gritaria. Apesar de o diabo continuar a ser apontado como o pai de todas as fatalidades, ele passou a ter uma presença mais discreta do que normalmente se vê nos cultos da periferia. O sermão parece mais uma aula de auto-ajuda de Lair Ribeiro".
 
Em resumo, passa-se o seguinte ensinamento: o homem é o centro de tudo e o é céu aqui e agora ! Claro, com muito sucesso financeiro, prosperidade material...verdadeiro sinal de que alguém "repousa na benção de Deus".
 
E melhor: quanto mais contribuir com a igreja, maior será o retorno !

As provas: os testemunhos
 
Para endossar tais ensinamentos, em geral a igrejas usam dos já famosos testemunhos: pessoas falam sobre sua situação de penúria, de forma comovente ; e depois, como a vida se transformou ao entrar para aquela igreja ou passar a doar mais e mais. Carro importado, casa nova, melhor emprego, empresa de sucesso, roupas de grife... qualquer coisa serve como "prova cabal" para a veracidade do testemunho.
 
E se entre estes testemunhos, tiver o de gente famosa, sucesso garantido. Há mesmo quem cobre cachê para contar as "maravilhas que Deus fez" em sua vida.
 
Em se tratando de gente famosa ou das classes mais abastadas, nem precisa de testemunho, basta a própria presença para causar furor entre os adeptos da teologia da prosperidade. Seguem trechos da reportagem "Templo evangélico da Barra vira ponto de encontro de modelos, manequins e atores" , publicada no jornal "O Globo" de 17 de abril de 1999:
 
O antigo Teatro da Barra, na Avenida Lúcio Costa, nunca esteve tão apinhado de famosos. Do público cativo, fazem parte modelos como Monique Evans, Cristina Mortágua, Gisele Fraga e a ex-miss Brasil Márcia Gabrielle; artistas como Simone Carvalho, Paula Hunter e Carlos Machado; socialites como Kristhel Byancco e Georgiana Guinle, além do surfista Dada Figueiredo, do coreógrafo Zé Reynaldo, empresários, donas de casa e patricinhas e mauricinhos em geral. No palco - um altar improvisado com papel de parede de árvores e um telão onde correm letras de música evangélica em ritmo de videokê - as estrelas são outras: o pastor Francisco Oliveira, acompanhado da mulher, pastora Ana. Em cartaz, há três anos, estão os cultos da igreja Sara Nossa Terra, um sucesso emergente de bilheteria.

Ir à igreja inclui pagar o dízimo, cantar louvores, fazer pedidos, ouvir e proferir testemunhos de fé. Mas nada de vestidões até o pé ou cabelos muito compridos, a menos que sejam como o pretinho básico envergado por Márcia Gabrielle ou como as madeixas aloiradas de Cristina Mortágua.
 
- As mudanças são de dentro para fora. A igreja tem restrições, mas não recriminações. Se isto acontecesse, não pisaria lá - disse Cristina, de bíblia na mão, no culto da última quarta-feira. Há dois meses engrossando o coro de "améns" que pontua as pregações, Márcia Gabrielle diz que chegou à Sara depois de peregrinar por várias igrejas:
 
- É bacana ver tanta gente famosa e bonita conhecendo o que eu conheço há tempos: a palavra de Deus. O louvor aqui é forte. Saio com um astral diferente.
 
A Sara Nossa Terra nasceu como Comunidade Evangélica de Goiânia, há 20 anos, numa garagem. Hoje, já são 200 templos no Brasil, sendo 20 deles no Rio, e um nos Estados Unidos. Todos sob o comando do Bispo Robson Rodovalho, de Brasília.
 
Sacrifício
 
Nesta ótica "God is fashion", até a noção de sacrifício é pervertida. Um exemplo é quando pastores citam a história em que Abraão iria sacrificar seu filho a pedido de Javé. Interpretando tal passagem, não importaria aí o pedido de Deus; ou mesmo a prefiguração do sacrifício de Jesus na cruz. Importaria, pela visão neo-calvinista, o fato de que Abrãao estaria disposto a fazer um grande sacrifício, mas teria a recompensa de terras (riquezas) em abundância, ver a queda de seus inimigos, sua descendência se multiplicar por gerações e gerações, etc.
 
Mas que se faça justiça: é preciso destacar a criatividade dos teólogos da prosperidade. Praticamente, toda e qualquer passagem bíblica serve como pretexto para se estabelecer esta relação de troca com Deus.
 
Talvez todos os fiéis não estejam sendo "abençoados" como desejariam, já que há apenas alguns testemunham, e mesmo assim, escolhidos a dedo.
 
Sinal de Preocupação
 
Por outro lado, os líderes destas igrejas parecem está em situação financeira bem melhor.

Este sinal de alerta já chega a preocupar algumas lideranças protestantes. Vejamos o que disse o Sr. Russell Philip Shedd ao ser entrevistado pela revista "Vinde" :
 
"Temos assistido a inúmeras dissidências entre pastores e suas igrejas. Muitos saem para fundar seus próprios ministérios. Por que isso acontece com tanta freqüência?"

Uma das principais motivações é a financeira. Percebe-se que, quando o pastor tem sua própria igreja e capacidade de juntar pessoas que vão contribuir, sua vida vai melhorar. Em segundo lugar: discordância com o líder. Ele acha que está mais certo do que seu superior, então surge o conflito e ele sai."
 
Traduzindo: como primeira causa, o interesse financeiro. Depois, o orgulho do pastor em achar que está mais certo que o outro. Obviamente ambos são causas, no mínimo, inoportunas. No entanto, o que queremos destacar aqui é o alcance que a Teologia da Prosperidade tomou. Antes, a causa maior de divisão entre os protestantes era o orgulho (o maior dos sete pecados capitais!), no sentido de que qualquer desavença teológica ou administrativa era motivo para fundar uma seita. Basta analisar historicamente como se fundaram algumas das tantas denominações pós-Reforma. Por pior que isto seja, mais recentemente surgiu uma outra causa: o dinheiro. Neste nível, pode-se mesmo equiparar uma igreja desta a uma empresa comercial qualquer, já que ambas possuem como finalidade maior o lucro.

Em outra reportagem da revista protestante "Vinde" ("Primo rico, primo pobre"), faz-se menção a este fenômeno, que envolve tanto líderes espirituais como fiéis:
 
Ricardo Mariano, sociólogo que estuda há oito anos o fenômeno pentecostal brasileiro, crê que essa remuneração é aceita com naturalidade pelos membros da igreja pois eles vêm projetado na liderança seu próprio anseio, como fruto da teologia da prosperidade.

O sociólogo acredita que a imagem propagada pela sociedade de que o pastor é sempre um homem rico foi criada a partir de alguns exemplos na história recente da igreja no Brasil e no EUA. "Líderes pentecostais de igrejas bem-sucedidas tendem a ter um excelente padrão de vida, pois a administração da obra está integralmente em suas mãos. É fácil observar quem tem este poder totalitário, pois a coisa é tratada como negócio de família, e passa de pai para filho", explica o estudioso.
 
(....)
 
Morando em luxuosas mansões nos melhores bairros da cidade, ou mesmo em prósperos balneários no exterior, incorporando personagens criados por seus assessores de marketing e até ostentando jóias caras, eles mais se parecem com os emergentes jogadores de futebol ou artistas de Hollywood. E, na maioria dos casos, é assim que são tratados pelos fiéis, que os vêem como figuras míticas e exemplares.
 
A visão cristã
 
Coitado do São Francisco de Assis! A julgar pelos exemplos acima, de nada valeria o testemunho do pobrezinho de Assis hoje. Enquanto este último procurou se desfazer dos seus bens, que mais atrapalhavam do que ajudavam em seu caminho cristão, atualmente se prega justamente o contrário.
 
Óbvio que a posse de bens não é um mal em si. Como já foi dito, Deus sabe o que nos é necessário. Além disso, quem muito possui, também possui o encargo de se colocar a serviço do próximo, da comunidade. A quem muito foi dado, muito será exigido. Ou seja: mesmo que alguém encarasse a riqueza como um dom, este dom, tal qual os demais, não é para si, mas para ser usado em benefício de todos. E claro: por livre doação, e não esperando acumular mais bens nesta vida.
 
"Não ajunteis riquezas na terra, onde a traça e a ferrugem as corroem, e os ladrões assaltam e roubam. Ajuntai riquezas no céu, onde nem traça nem ferrugem as corroem, onde os ladrões não arrombam nem roubam. Pois onde estiver vosso tesouro, aí também estará o coração." (Mt 6,19-21)

O homem que vive apegado a riqueza termina por ser seu escravo: "Pois onde estiver vosso tesouro, aí também estará o coração". Que tesouro Deus quer para nós ? Estas distrações e falsos deuses da terra, onde tudo é passageiro e corruptível ?
 
"Ninguém pode servir a dois senhores. Pois ou odiará um e amará o outro, ou será fiel a um e abandonará o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas." (Mt 6,24)
 
Procurar o Reino de Deus, servir a Deus... é esta a mensagem que o Evangelho passa. E como tal, tudo tem que ser posto a seu serviço, incluindo as riquezas. Quando um fiel doa à Igreja, não pode ser como quem resolve uma equação matemática, esperando que na outra ponta, como resultado final e imediato, Deus lhe garanta juros e dividendos de retorno.
 
De fato, nesta vida se cumpre o que Cristo disse: "E quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim." (Mt 10,38)

Ou nas palavras do Cardeal Joseph Ratzinger, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé: "Não há cristianismo sem martírio, como não há possibilidade de crescimento sem sacrifício. A nossa é uma teologia da Cruz."

Não é o lucro fácil que move o cristão, mas a fé e a esperança nas promessas de Cristo. A felicidade plena e absoluta foi prometida para a outra vida ("Meu reino não é deste mundo"), quando da nossa Ressurreição, em que veremos Deus "face a face", e onde finalmente a alma humana encontrará satisfação total.

sábado, 23 de julho de 2011

Padre Fábio de Melo e o sábado

Nos últimos dias tenho visto na internet, em vários blogs e também no Youtube, uma grande discussão em torno de um breve comentário feito pelo Padre Fábio de Melo no programa Direção Espiritual que é veiculado todas as quartas-feiras na TV Canção Nova.

Em um determinado trecho de sua fala, já no último bloco do programa exibido em 09/02/2011, o Padre Fábio cita como exemplo um dos mandamentos da Lei Mosaica que se refere ao sábado no contexto da religião judaica.

Infelizmente, alguns supostos membros da ideologia adventista do sétimo dia, editaram de maneira ilegal e tendenciosa trechos de uma gravação do programa e estão divulgando como se o Padre Fábio de Melo estivesse defendendo uma posição contra ao que o próprio Jesus Cristo passou para Sua Igreja há 21 séculos e, que até hoje, é vivida pelos cristãos sem qualquer sombra de dúvida.

Mais uma vez fica claro que, assim como fazem com a Sagrada Escritura, onde retiram trechos isolados para fundamentarem suas ideologias e interpretações equivocadas, usam também, fora do contexto original, trechos isolados de pregações genuinamente Católicas, para semearem o erro nos corações dos incautos.

Segue abaixo, o vídeo completo da mensagem do Padre Fábio de Melo naquela ocasião e, logo em seguida o vídeo adulterado pelos supostos adventistas do sétimo dia:

VÍDEO COMPLETO ORIGINAL
(Postado pelo canal oficial da TV Canção Nova no Youtube no dia seguinte ao programa) 



A seguir, vídeo editado ilegalmente e com tempo reduzido*, feito com o intuito de enganar ainda mais os que já estão no erro e tentar levar ao erro o Cristão Católico autêntico.
*(conferir Lei 9610/98, artigos 103 e 107)

Obs.: Caro leitor, perceba que até a qualidade do vídeo é inferior, o que leva a crer na total falta de responsabilidade dos que andam divulgando tal conteúdo.



Após analisarmos com cuidado os dois vídeos, não resta dúvida que "um texto fora do contexto pode virar um pretexto" e muita confusão.

Peçamos a DEUS misericórdia para aqueles que semeiam a discórdia entre os cristãos e a confusão na mente de outras pessoas.

Só teremos, de fato, a liberdade de filhos de Deus, quando conhecermos a Verdade! (João 8, 32)


Nos próximos artigos abordaremos com mais profundidade este tema.

Paz e bem!
Jailson Morais

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Você é católico e assiste novela da Globo? então veja mais essa "pérola" global

Veja como a globo em seus diálogos das novelas passa sua ideologia.

Seria bom que os pais que querem esperar seu filho crescer para escolher a fé, também deixassem que eles escolhessem a escola, se vão tomar banho ou não, se escovam os dentes ou não. 

A educação supõe a passagem de valores e crenças dos pais, isso inclui também os “valores” dos ateus. (difícil de entender... mas, paciência)

No entanto percebe-se no diálogo a ausência de uma posição mais firme da visão católica, ficando claro o vazio de uma consultoria de temas religiosos para as novelas que -no mínimo- apresentem a verdade integral da doutrina católica ou qualquer outra doutrina que permita a reflexão, com exceção, claro, do espiritismo que tem todo o apoio global.

Se a novela vai tocar nesse assunto, então mexa com responsabilidade.

A personagem católica que defende o batismo infantil é tão frágil em seus argumentos que -de fato- fica claro a falta de honestidade na abordagem do tema.

Para mim não é surpresa.



sexta-feira, 15 de julho de 2011

A origem pagã e mística das tatuagens compromete seu uso pelos cristãos?

Este artigo faz uma análise histórica e mística da origem da tatuagem.

A pergunta que fica é se essa realidade se aplica ao uso da tatuagem nos dias de hoje. Algumas tatuagens são horríveis, outras aparentemente “neutras”, outras claramente demoníacas.
Quanto a origem, não existe nem o que discutir.
Quanto a seu uso hoje, bem..Qual a sua opinião?

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Durante toda a História do homem as tatuagens sempre estiveram associadas ao paganismo, demonismo, misticismo, xamanismo, adoração de baal, canibalismo e practicamente todas as práticas pagãs conhecidas. As tatuagens NUNCA estiveram associadas ao Cristianismo nem a Cristãos firmes crentes na Palavra de Deus.

Para além disso, sempre que o Cristianismo entra numa cultura, as tatuagens (tal como o paganismo) desaparecem. A única excepção são os mornos, carnais, e desobedientes “Cristãos” laodecianos.

O nascimento das tatuagens deu sempre origem ao crescimento de religiões pagãs e misticismo. Sem exceção, pesquisa após pesquisa, estudo após estudo, livro após livro confirmam exatamente isso: as tatuagens estão relacionadas ao paganismo.

A documentação que se segue é apenas uma pequena gota de água no oceano de documentação que comprova a origem ocultista e demoníaca das tatuagens.

Lembrem-se duma coisa: a documentação que se segue é feita por livros pró-tatuagem a listar a óbvia ligação espiritual e conexão religiosa das tatuagens. Não são escritores Cristãos a tentar colocar as tatuagens sob uma má luz.

Por mais que o “Cristão” carnal e rebelde tente justificar a sua lógica distorcida para se tatuarem com a marca demoníaca proibida, os fatos falam mais alto – suportados por toneladas de pesquisas e documentação escritas por autoridades pró-tatuagens:

• O fundamento, origem, propósito e significado das tatuagens encontra-se no demonismo pagão, xamanismo, adoração de baal e misticismo ocultista.


Em muitas culturas, o tatuador é ao mesmo tempo um xamã, um “magick-man”, um sacerdote ou sacerdotisa. De acordo com o dicionário, o xamã é um intermediário entre o mundo natural e o mundo sobrenatural, usando magia para curar doenças, prever o futuro e controlar as forças espirituais (www.infoplease.com/ipd/A0648969.html).

Tatuar o corpo é muitas vezes um ritual mágico em culturas mais tradicionais e o tatuador é um sacerdote ou xamã respeitado.
(Michelle Delio, Tattoo: The Exotic Art of Skin Decoration, p. 73)


Nas Ilhas Fiji, Formosa, Nova Zelândia e em certas tribos índias norte americanas, tatuar era visto como uma cerimónia religiosa levada a cabo por sacerdotes e sacerdotisas.
(Ronald Scutt, Art, Sex and Symbol, 1974, p. 64)


O processo de tatuar um corpo, que envolvia rituais complexos e tabus, só poderia ser feito por sacerdotes, e estava associado a crenças que eram conhecidas apenas pelos membros da casta sacerdotal…. Hambly concluiu que, historicamente, tatuar se tinha originado em conexão com rituais antigos de escarificação e sangria que estavam associadas com prácticas religiosas destinadas a colocar a alma humana em harmonia com forças sobrenaturais, e garantir a continuidade entre esta vida e a próxima.
(Gilbert, Steve, Tattoo History: A Source Book, p. 158)

O tatuador, o xamã ou o sacerdote ocultista muitas vezes usa a tatuagem como um ponto de contato, ou zonas de entrada para o mundo espiritual. A tatuagem não só é muito mais que só uma “decoração corporal” mas também é muito mais que uma camada de tinta cortada para dentro da pele.

De fato, até ao século 20, a tatuagem foi sempre um veículo para invocações religiosas pagãs. Mesmo hoje, em muitos países ocidentais, acredita-se que a tatuagem é uma ponte para o mundo sobrenatural. A famosa bruxa e autora Laurie Cabot escreve o seguinte sobre as tatuagens:

As origens da tatuação estão relacionadas com artes mágicas antigas.
(Laurie Cabot, Power of the Witch, cited in Masonic and Occult Symbols Illustrated by Dr. Cathy Burns, p. 301)

De acordo com Amy Krakow no sua crónica The Total Tattoo Book, ‘tatuar sempre teve funções bem definidas: marcar um ritual de passagem duma fase da vida, invocar os espíritos, orgulhosamente, desafiadoramente ou sorrateiramente mostrar quem tu és através da arte corporal.’

Muitas tribos praticavam tatuação terapêutica. Os Ojibwa, por exemplo, tatuavam as têmporas, a testa e as bochechas daqueles que sofriam de dores de cabeça ou dores de dentes que eles julgavam terem sido causadas por espíritos malignos. Músicas e danças que eram supostas exorcizar os demónios acompanhavam a cerimónia de tatuação.
(Gilbert, Steve, Tattoo History: A Source Book, p. 90)


A tatuagem centra-se na personalização do corpo, tornando-o num verdadeiro corpo e templo digno do espírito que habita dentro dele. . .Tatuar o corpo, portanto, é uma forma de manter as necessidades espirituais e materiais do meu corpo em equilíbrio.
(Michelle Delio, Tattoo: The Exotic Art of Skin Decoration, p. 8)


Entre os temas atuais que as tatuagens trata, existem as “tatuagens tribais” – que mais não são que puro paganismo. As tatuagens tribais são designs que possuem simbolismo místico sério e significado ocultista.

Quando os designs são escolhidos com cuidado, as tatuagens possuem um poder e magia próprias. Elas decoram o corpo mas ao mesmo tempo engrandecem a alma.
(Michelle Delio, Tattoo: The Exotic Art of Skin Decoration, p. 13)

O motivo pelo qual perfurar a pele pode ser considerado com algum grau de admiração não é difícil de encontrar, uma vez que, em primeiro lugar, há o derramamento se sangue – o que para o mundo selvagem é algo cheio de significado como um fator de rejuvenescimento e imortalidade. Há em adição a abertura de várias entradas por onde o mal pode penetrar. . .
(Hambly Wilfrid D. 1925. The History of Tattooing and its Significance, p. 233, cited in Gilbert, Steve, Tattoo History: A Source Book, p. 162)


A revista Rolling Stone descreve o famoso artista tatuador durante a tatuação como alguém . . . . que permite que os seus demónios-clientes o ajudem a guiar a agulha.
(Rolling Stone magazine, March 28, 2002, p. 40)

A tatuação birmanesa tem sido associada com a religião há milhares de anos. O ato de tatuar entre os grupos indígenas da América do Norte . . . . está fundada na esfera espiritual também.
(Laura Reybold, Everything you need to know about the dangers of tattooing and body piercing, p. 15)


Crânios impressos na pele abundam e representações do Anjo da Morte (eng: “Grim Reaper”) são vistas com regularidade. . . . Estas imagens, indelevelmente marcadas na pele, reflectem a incerteza em relação ao futuro e sublimam o medo universal do desconhecido.

Possivelmente, e ao mesmo tempo, o uso da figura de morte no corpo pode ser uma invocação de quaisquer que sejam as forças indefiníveis da natureza e do cosmos que existem, numa tentativa de proteger de tal destino quem carrega a tatuagem.
(Henry Ferguson and Lynn Procter, The Art of the Tattoo, p. 76)

No seu livro exaustivo Art, Sex and Symbol, Ronald Scutt foca-se em grande detalhe na história e na cultura das tatuagens. Scutt documenta que, na maioria das vezes, as tatuagens estão associadas a propósitos espirituais, religiosos e místicos. A documentação seguinte é do livro de Scutt:
De fato, tendo em vista o seu desenvolvimento subsequente, é muito mais provável que as tatuagens tenham um significado místico, ou que tenham sido usadas como um símbolo de estatuto…
(Ronald Scutt, Art, Sex and Symbol, 1974, p. 22)

[Tatuar] “Em associação com a adoração do Sol, construções megalíticas, perfuração das orelhas, adoração da serpente . . . ”
(Ronald Scutt, Art, Sex and Symbol, 1974, p. 22)


Acredita-se que estas marcas [tatuagens] estão associadas à adoração da deusa do Sol Neith.
(Ronald Scutt, Art, Sex and Symbol, 1974, p. 24)

Seja o que fôr, as tribos primitivas estavam sem dúvidas convencidas que o espírito, havendo escapado do corpo por altura da morte, retinha uma réplica do anfitrião terrestre. Devido a isso, eles usavam as tatuagens como identificação no próximo mundo e um passaporte para a futura felicidade.
(Ronald Scutt, Art, Sex and Symbol, 1974, p. 63)


Os índios Mohave instituíram a tatuação do queixo em ambos os sexos porque acreditava-se que um tipo de Juiz observava todos os que chegavam ao Sil’aid (Terra dos Mortos) e se um homem não tivesse marcas na sua face, Ele [o Juiz] enviava-o para o submundo onde os ratos do deserto estão.
(Ronald Scutt, Art, Sex and Symbol, 1974, p. 63)


Entre outras tribos índias existia a convicção que durante a viagem em direcção aos céus – em direcção às “muitas moradias” – eles seriam parados por uma mulher velha e examinados (em busca de tatuagens na testa, no queixo ou no pulso). Se não houvesse alguma, o soldado desafortunado seria empurrado de um ponto alto e lançado na Terra sem esperança de alguma vez readquirir aceitação no mundo espiritual.
(Ronald Scutt, Art, Sex and Symbol, 1974, p. 63)


Os Hindus em Bengal acreditavam que sem tatuagens os pais não seriam capazes de reconhecer os fulhos no outro mundo.
(Ronald Scutt, Art, Sex and Symbol, 1974, p. 63)


Outras tribos defendiam que as mulheres sem tatuagens serviriam de comida para os deuses.
(Ronald Scutt, Art, Sex and Symbol, 1974, p. 64)


No entanto, a adoração do deus-Sol baal envolvia a marcação das mãos com o sinal divino [tatuagens]numa tentativa mística de adquirir força.
(Ronald Scutt, Art, Sex and Symbol, 1974, p. 64)


De acordo com as pesquisas e estatísticas, Scutt lista as razões que levam as pessoas a fazer uma tatuagem e a segunda razão é: “garantir um lugar no céu”.

“Razões para fazer uma tatuagem:

2. Garantir um lugar no céu.
5. Aplacar os maus espíritos na altura da morte
6. Adquirir características especiais através do totemismo e a adoração de ancestrais.
9. Tornar o corpo sexualmente interessante.
(Ronald Scutt, Art, Sex and Symbol, 1974, p. 13)


O Dr. Hambly, provavelmente o maior historiador e pesquisador de tatuagens que alguma vez viveu, escreve vez após vez que as tatuagens baseiam-se em rituais religiosos e espiritismo pagão. Qualquer estudo honesto e sério em torno das origens e fundamentos das tatuagens vai claramente expôr as intenções demoníacas e sobrenaturais das mesmas.

No seu popular livro “Tattoo History: A Source Book”, o entusiasta das tatuagens e historiador, Steve Gilbert cita alguns fatos históricos encontrados que Hambly encontrou durante a sua extensa pesquisa.

[Hambly] recontou uma vasta gama de exemplos que ele havia escolhido da pesquisa dos antropólogos em muitas partes do mundo. O propósito das tatuagens era:

Prevenir as dores
Proteger o corpo das feridas causadas com armas
Dar força sobre-humana
Preservar a juventude
Aumentar os poderes sobrenaturais do xamã
Garantir a sobrevivência da alma depois da morte
Identificar a alma no além
Atrair a boa sorte.
Proteger o corpo da bruxaria
Garantir a proteção duma divindade
Conferir poderes ocultistas
Prevenir o afogamento
Exorcizar os demónios
Garantir a protecção por parte dum animal totémico ou guarda espiritual
Lembrar uma peregrinação a um lugar santo
etc.

O GRANDE INIMIGO DAS TATUAGENS: O SENHOR JESUS CRISTO

Segundo a História, sempre que as tribos pagãs (com o hábito de usar tatuagens) se convertiam ao Cristianismo, sem excepção, uma das primeiras práticas pagãs a desaparecer era o uso de tatuagens [II CORÍNTIOS 5:17].

E porquê? Porque, ao contrário dos “Cristãos”, os pagãos convertidos SABIAM que as tatuagens são contra a Palavra de Deus. O Espírito Santo rapidamente dizia aos pagãos convertidos: “Agora que és meu, não quero tatuagens no teu corpo”.


E os ex-pagãos, ao contrário dos Cristãos ocidentais, OBEDECEM.

Tal como aconteceu nas civilizações que usavam as tatuagens, quando estas tribos pagãs se converteram ao Cristianismo, os seus rituais religiosos e culturais (que incluíam o uso de tatuagens,piercing e escarificação) forma tornados banidos.
(Jean-Chris Miller, The Body Art Book : A Complete, Illustrated Guide to Tattoos, Piercings, and Other Body Modifications, p.9)


Quando o Senhor Jesus chega, as tatuagens desaparecem.

Sempre que os missionários se depararam com tatuagens, eles irradicaram-nas.
(Gilbert, Steve, Tattoo History: A Source Book, p. 101)


Embora estas e outras modificações corporais tenham continuado a ser praticadas no “underground” como forma dos não-Cristãos se identificarem uns aos outros, Deus te livre de seres apanhado e teres as tuas marcas reveladas.
(Jean-Chris Miller, The Body Art Book : A Complete, Illustrated Guide to Tattoos, Piercings, and Other Body Modifications, p.11)


O autor deste texto diz o seguinte:

Tenho muitos amigos que fizeram tatuagens antes de aceitarem a salvação.Sem exceção alguma, todos eles estão hoje em dia envergonhados com as suas tatuagens, e sempre que podem, tentam escondê-las.

Mas antes de terem sido salvos – tal como as tribos pagãs – eles orgulhosamente exibiam as suas tatuagens.

Deixem-me acrescentar uma coisa: muitos deles começaram a sentir vergonha das tatuagens ANTES de lerem Levítico 19:28, ou antes de alguém os dizer que as tatuagens são condenáveis.

Depois de receberem o Senhor Jesus Cristo, e com a ajuda da infusão do Espírito Santo, eles SABIAM que as tatuagens desagradam a Deus.


Glória a Deus por tal evidência de unidade no Espírito.
Um testemunho poderoso em torno do autor das tatuagens é descrito por Steve Gilbert:

Quando Cortez e os seus conquistadores chegaram às costas do México em 1519, eles ficaram horrorizados por descobrir que os nativos não só adoravam demónios em forma de estátuas e ídolos, como de alguma forma haviam conseguido imprimir imagens indeléveis destes ídolos na sua pele. Os espanhóis, que nunca haviam sido expostos às tatuagens, reconheceram rapidamente isto como obra do Satanás.
(Gilbert, Steve, Tattoo History: A Source Book, p. 99)


Embora os Católicos espanhóis nunca tivessem sido expostos a tatuagens, eles ”reconheceram rapidamente isto como obra do Satanás”. No entanto, os desobedientes, carnais e rebeldes “Cristãos” actuais dizem coisas ridículas como “marcarem-se para Jesus” (!).

AS TATUAGENS E O MUNDO CIVILIZADO

Alguém pode dizer “Mas isso foi nas idade das trevas. Isso foi nas terras pagãs. Tudo isso mudou hoje em dia. Hoje ninguém faz relação entre as tatuagens e rituais espirituais pagãos.”

Fazem sim senhor!

Estas tatuagens agem como talismãs protetores e conferidores de poder a quem o usa. Há até alguns artistas corporais que executam tatuagens ritualistas, piercing, marcações, e cortes. Eles podem até sugerir que tu consultes o teu quadro astrológico como forma de escolheres a melhor altura para fazer a tua arte corporal. Eles irão arder incenso e acender velas.
(Jean-Chris Miller, The Body Art Book : A Complete, Illustrated Guide to Tattoos, Piercings, and Other Body Modifications, p. 29)


Alguns tatuadores no Ocidente estão a experimentar tatuação ritualista. Este método de trabalho incorpora rituais para a criação de um espaço sagrado na área onde a tatuagem será posicionada. Usualmente incenso é queimado e os deuses convidados para abençoar os resultados.
(Michelle Delio, Tattoo: The Exotic Art of Skin Decoration, p. 75)




terça-feira, 29 de março de 2011

Conhecendo as Seitas

UMA INTRODUÇÃO:

As Seitas estão em todos os lugares. Algumas são populares e amplamente aceitas. Outras são isolacionistas e procuram se esconder, para evitar um exame de suas ações. Elas estão crescendo e florescendo a cada dia. Algumas seitas causam grande sofrimento aos seus seguidores, enquanto outras até parecem muito úteis e benéficas.
 
Com a proximidade do final do século, estão surgindo novas seitas religiosas e filosóficas responsáveis pelos mais absurdos ensinamentos com relação ao final dos tempos. Essa confusão de idéias estão sendo despejadas em cabeças incautas, acabando muitas vezes em tragédias de grandes proporções.
 
Em 1978, o então missionário norte-americano Jim Jones, foi responsável pela morte de 900 seguidores, na Guiana Francesa, todos envenenados após Ter anunciado a eles o fim do mundo. Um fato interessante desse trágico acontecimento foi o depoimento de um dos militares americanos respnsáveis pela remoção dos corpos. Ele disse que, após vasculhar todo o acampamento, não foi encontrado um só exemplar da Bíblia. Jim Jones substituiu a Bíblia por suas próprias palavras.
 
Em 1993, o líder religioso David Koresh, que se intitulava a reencarnação do Senhor Jesus, promoveu um verdadeiro inferno no rancho de madeira, onde ficava a seita Branch Davidian. Seduzindo os seguidores com a filosofia de que deveria morrer para depois ressuscitar das cinzas, derramou combustível no rancho e ateou fogo, matando 80 pessoas, incluindo 18 crianças.
 
Em 1997, outra seita denominada Heaven's Gate (Portão do Céu), que misturava ocultismo com fanatismo religioso, levou 40 seguidores ao suicídio. Na ocasião, essas pessoas acreditavam que seriam conduzidas para outra dimensão em uma nave que surgiria na cauda do cometa Halley Bop.
 
No Brasil também existem muitas seitas e denominações que se reforçam em profecias do Apocalipse. Uma das mais conhecidas, devido ao destaque dado pela mídia, são as Borboletas Azuis, da Paraíba, que em 1980 anunciou um dilúvio para aquele ano.
 
Em Brasília, encontra-se o Vale do Amanhecer, que conta com aproximadamente 36.000 adeptos. No Paraná, um homem de nome Iuri Thais, se auto-intitula como o próprio Senhor Jesus reencarnado. Fundador da seita Suprema Ordem Universal da Santíssima Trindade, ele parece ter decorado a Bíblia de capa a capa e, com isso, tem enganado a muitos.
 
Muitas das seitas são conhecidas dos cristãos brasileiros, a saber: Mormonismo, Testemunhas de Jeová, Adventistas, etc. Mas muitas novas seitas pseudo-cristãs estão chegando ao Brasil e são pouco conhecidas: Igreja Internacional de Cristo/Boston (Igreja de Cristo, no Brasil), Ciência Cristã, Escola Unida do Cristianismo, Meninos de Jesus etc.
 
Quase todas essas seitas refutam a Trindade (com a conseqüente diminuição do Senhor Jesus Cristo), a ressurreição, a existência do inferno, e contrariam outros princípios bíblicos.
 
ASPECTOS COMUNS
 
Existem muitos aspectos comuns entre as seitas que têm se disseminado pelo mundo. É importante que nós saibamos reconhecer suas características, a fim de que não sejamos enganados ou até mesmo desviados da verdadeira fé.
 
· As seitas subestimam o valor da pessoa de Jesus Cristo ou colocam-no numa posição secundária, tirando-lhe a divindade e os atributos divinos como conseqüência;
 
· Crêem apenas em determinadas partes da Bíblia e admitem como "inspirados" escritos de seus fundadores ou de pessoas que repartem com eles boa parte daquilo que crêem;
 
· Dizem ser os únicos certos;
 
· Usam de falsa interpretação das escrituras;
 
· Ensinam o homem a desenvolver sua própria salvação, muitas vezes, sob um conceito totalmente naturalista;
 
· Costumam buscar suas presas em outras religiões, conseguindo desencaminhar para o seu meio, inclusive, muitos bons cristãos.
 
CONHECENDO MAIS

Este esboço básico lhe dará informações de como as seitas trabalham e como evitá-las. Se você tem alguém conhecido que está perdido numa seita, é preciso orar, jejuar, fazer penitências e pedir ao Senhor que tire essa pessoa de lá e lhe dê a perspicácia e as ferramentas para ajudá-lo neste trabalho. Pode ser uma tarefa longa e árdua, porque, definitivamente, este não é um ministério fácil.
 
1. O QUE É UMA SEITA?

A] Geralmente é um grupo não-ortodoxo, esotérico (do grego esoterikós, que significa conhecimento secreto, ao alcance de poucos). Podem ter uma devoção a uma pessoa, objeto, ou a um conjunto de idéias novas. As seitas costumam fazer uso das seguintes práticas:
· Frequentemente isolacionistas - para facilitar o controle dos membros fisicamente, intelectualmente, financeiramente e emocionalmente.
· Freqüentemente apocalípticas - dão aos membros um enfoque no futuro e um propósito filosófico para evitar o apocalipse.
· Fornecem uma nova filosofia e novos ensinos - revelados pelo seu líder.
· Fazem doutrinação - para evangelismo e reforço das convicções de culto e seus padrões.
· Privação - quebrando a rotina do sono normal e privação de comida, combinados com a doutrinação repetida (condicionamento), para converter o candidato a membro.
 
B] Muitas seitas contém sistemas de convicção "não-verificáveis". Por exemplo, algumas ensinam algo que não pode ser verificado:
· Uma nave espacial que vem atrás de um cometa, para resgatar os membros.
· Ou, Deus, um extraterrestre ou anjo apareceram ao líder e lhe deram uma revelação.
· Os membros são anjos vindos de outro mundo, etc.

Freqüentemente, a filosofia da seita só faz sentido se você adotar o conjunto de valores e definições que ela ensina.
 
Com este tipo de convicção, a verdade fica inverificável, interiorizada, e facilmente manipulada pelos sistemas filosóficos de seu(s) inventor(es).
 
C] O Líder de uma Seita. É freqüentemente carismático e considerado muito especial por razões variadas:
· O líder recebeu revelação especial de Deus.
· O líder reivindica ser a encarnação de uma deidade, anjo, ou mensageiro especial.
· O líder reivindica ser designado por Deus para uma missão.
· O líder reivindica ter habilidades especiais.
· O líder está quase sempre acima de repreensão e não pode ser negado nem contradito.
 
D] Como se comportam as Seitas?
· Normalmente buscam fazer boas obras, caso contrário ninguém procuraria entrar para elas.
· Parecem boas moralmente e possuem um padrão de ensino ético.
· Muitas vezes, quando usam a Bíblia em seus ensinos, utilizam também "escrituras" ou livros complementares.
· A Bíblia, quando usada, é sempre distorcida, com interpretações próprias, que vão de encontro à filosofia da seita.
· Muitas seitas "recrutam" o Senhor Jesus como sendo um deles, redefinindo-o adequadamente.
 
E] Algumas seitas podem variar grandemente...
· Do estético ao promíscuo.
· Do conhecimento esotérico aos ensinamentos muito simples.
· Da riqueza e poder à pobreza e fraqueza.

2. Quem é vulnerável a entrar para uma seita?
 
A] Todas as pessoas são vulneráveis. Rico, pobre, educado, não-educado, velho, jovem, religioso, ateu, etc.
 
B] Perfil geral do membro em potencial de uma seita (alguns ou todos os itens seguintes):
· Desiludido com estabelecimentos religiosos convencionais.
· Intelectualmente confuso em relação a assuntos religiosos e filosóficos.
· Às vezes desiludido com toda a sociedade.
· Tem uma necessidade por encorajamento e apoio.
· Emocionalmente carente.
· Necessidade de uma sensação de propósito, um objetivo na vida.
· Financeiramente necessitado.
 
3. Técnicas de recrutamento
 
A] As seitas encontram uma necessidade e a preenchem. As táticas mais usadas são:
· "Bombardeio de Amor - Love Bombing " - que é a demonstração constante de afeto, através de palavras e ações.
· Às vezes há muito contato físico como abraços, tapinhas nas costas, toques e apertos de mão.
· Emprestam apoio emocional a alguém em necessidade.
· Ajuda de vários modos, onde for preciso.
· Desta maneira, a pessoa fica em débito então com a seita e procura de algum modo retribuir.
· Elogios que fazem a pessoa pensar que é o centro das atenções.
 
B] Muitas seitas usam a influência da Bíblia ou mencionam Jesus como sendo um deles, dando validade assim ao seu sistema. Assim:
· Têm Escrituras distorcidas
· Usam versículos tirados da Bíblia fora do contexto
· Então misturam os versículos mal interpretados com a filosofia aberrante delas.
 
C] Envolvimento gradual.
· Alterando lentamente o processo de pensamento e o sistema de convicção da pessoa, através da repetição dos seus ensinos (condicionamento).
· As pessoas normalmente aceitam as doutrinas de uma seita um ponto de cada vez.
· Convicções novas são reforçadas por outros membros da seita.
 
4. Por que alguém seguiria uma Seita?
 
A] A seita satisfaz várias necessidades:
· Psicológica - Alguém pode ter uma personalidade fraca, facilmente manipulável.
· Emocional - A pessoa pode ter sofrido um trauma emocional recente ou no passado.
· Intelectual - O membro tem perguntas que este grupo responde.

B] A seita dá a seus membros a aprovação, aceitação, propósito e uma sensação de pertencer a algum grupo.
 
C] A seita pode ser atraente por algumas razões. Podem ser...
· Rigidez moral e demonstração de pureza.
· Segurança financeira.
· Promessas de exaltação, redenção, "consciência mais elevada" ou um conjunto de outras recompensas.

5. Como as pessoas são mantidas na Seita?

A] Dependência:
- As pessoas querem freqüentemente ficar porque a seita vai de encontro às suas necessidades psicológicas, intelectuais e espirituais.
 
B] Isolamento:
- O contato com pessoas de fora do grupo é reduzido e cada vez mais a vida do membro é construída ao redor da seita. Fica muito mais fácil então controlar e moldar o membro.
 
C] Reconstrução cognitiva (Lavagem cerebral):
- Uma vez que a pessoa é doutrinada, os processos de pensamento deles/delas são reconstruídos para serem consistentes com a seita e ser submisso a seus líderes. Isto facilita o controle pelo(s) líder(es) da seita.

D] Substituição:
- A Seita e os líderes ocupam freqüentemente o lugar de pai, mãe, pastor, professor etc. Freqüentemente o membro assume as características de uma criança dependente, que busca ganhar a aprovação do líder ou do grupo.
 
E] Obrigação
- O membro fica endividado emocionalmente com o grupo, às vezes financeiramente, etc.
 
F] Culpabilidade
- É dito para a pessoa que sair da seita é trair o líder, Deus, o grupo, etc. É dito também que deixar o grupo é rejeitar o amor e a ajuda que o grupo deu.

G] Ameaça:
- Ameaça de destruição por "Deus" por desviar-se da verdade. Às vezes ameaça física é usada, entretanto não freqüentemente. Ameaça de perder o apocalipse, ou ser julgado no dia do julgamento, etc.
 
Autor: Matthew J. Slick
Fonte: Christian Apologetics and Research Ministry
Transmissão: Gercione Lima